O que torna o Pico da Lapinha especial é a proximidade: você sai a pé do vilarejo e, poucas horas depois, está num dos pontos mais altos da Serra do Cipó, vendo a represa lá embaixo do tamanho de um espelho de bolso.
O pico em números
| Ficha da trilha | |
|---|---|
| Altitude | cerca de 1.680 m (veja a nota abaixo) |
| Distância | 9 a 11,6 km ida e volta |
| Desnível | cerca de 450 a 610 m |
| Tempo | 4 a 6 horas ida e volta |
| Dificuldade | moderada a difícil, com trecho final íngreme sobre pedras |
| Entrada | cerca de R$ 25 por pessoa (2026), em propriedade particular |
| Guia | recomendado, não obrigatório |
Sobre a altitude: muita gente repete “1.687 metros”, mas esse é o número normalmente atribuído ao Pico do Breu, o ponto mais alto da Serra do Cipó. Para o Pico da Lapinha, o valor mais citado é 1.686 m, e as medidas de GPS de trilheiros dão menos. Não existe medição oficial, por isso usamos “cerca de 1.680 metros”. O que ninguém discute é que ele é o segundo mais alto da serra.
Como é a trilha
A caminhada começa no centro do vilarejo, passa pela beira da represa e pela Rua do Batuque e segue até uma portaria em propriedade particular, onde é cobrada a entrada. O Pico da Lapinha não faz parte do Parque Nacional da Serra do Cipó: fica dentro da APA Morro da Pedreira, em terra particular.
Daí em diante, a trilha sobe pelo campo rupestre (a vegetação baixa sobre pedra, típica do Espinhaço) e vai ficando mais íngreme. O trecho final é o mais exigente: subida sobre rocha, em que às vezes é preciso usar as mãos. No topo há um cruzeiro e a vista se abre para todos os lados: a represa, o vale, o vilarejo e as cristas da serra.
A descida pede mais atenção do que a subida, por causa das pedras soltas. Vá devagar e com calçado de boa aderência.
Quanto tempo leva e quando sair
Conte de 4 a 6 horas ida e volta, com tempo para fotos e lanche no cume. Algumas dicas de horário:
- No verão (dezembro a março), saia cedo. As tempestades costumam chegar à tarde, e o cume exposto é perigoso com raios.
- No inverno (junho a agosto), o céu costuma estar limpo e a temperatura ajuda, mas o vento no alto é frio. Leve um casaco mesmo que a manhã esteja quente.
- Neblina: comum no inverno. Com neblina fechada, a trilha fica difícil de seguir e a vista desaparece. Nesse caso, guia faz diferença.
Nascer do sol no Pico da Lapinha
Ver o sol nascer lá de cima é um programa e tanto, mas exige subir de madrugada, no escuro. Só vá com guia ou com alguém que conheça muito bem o caminho, com lanterna de cabeça, pilhas reserva e roupa de frio para a espera no cume. Combine o horário de saída de véspera e confirme a abertura da portaria.
O que levar
- Água: pelo menos 2 litros por pessoa. Não há onde reabastecer na trilha.
- Lanche para o cume.
- Protetor solar, chapéu e óculos: o campo rupestre quase não tem sombra.
- Casaco corta-vento, mesmo no verão.
- Calçado fechado com sola de boa aderência (tênis de trilha ou bota).
- Dinheiro para a entrada.
- Repelente e, para trilheiros, um kit básico de primeiros socorros.
Segurança
- Raios: se o céu escurecer ou você ouvir trovão, desça imediatamente. Afaste-se do cruzeiro e de pontos altos e isolados.
- Neblina: se a trilha sumir, não arrisque atalhos. Volte pelo caminho que conhece.
- Pedras soltas e cobras: olhe onde pisa e onde coloca as mãos.
- Sem sinal: o celular quase não funciona. Avise alguém do seu horário de volta.
Dá para ir com criança?
A trilha é longa e tem um trecho final íngreme, então é indicada para crianças maiores, acostumadas a caminhar, e sempre com adulto ao lado no trecho de pedras. Para os pequenos, a Prainha da represa e o Poço do Boqueirão são passeios melhores (veja o que fazer na Lapinha da Serra).
Melhor época para subir
De maio a setembro, na seca, o céu costuma estar limpo e a trilha firme. É a época mais segura e com a melhor vista. No verão a serra fica mais verde, mas as tempestades da tarde pedem saída bem cedo. Veja o guia de clima e melhor época.
Onde ficar para subir o pico
Para subir com calma, durma na Lapinha. Os chalés da Nativos de Minas ficam na Lapinha da Serra e têm piscina aquecida privativa, e alguns têm hidro (nos chalés Tiradentes e Guimarães Rosa e no Loft Aleijadinho): depois de 5 horas de trilha, não há recompensa melhor.








