A Lapinha da Serra cabe numa caminhada: a praça, a igreja, a represa e as trilhas começam todas a poucos minutos umas das outras. O segredo é distribuir bem os passeios, porque alguns pedem meio dia e outros, o dia inteiro. Abaixo estão os 10 que mais recomendamos aos nossos hóspedes, seguidos de roteiros prontos.
Antes de sair para qualquer passeio: leve dinheiro em espécie (as taxas costumam ser pagas assim), água, protetor solar, repelente, lanche e calçado fechado. O sinal de celular some fora do vilarejo, então combine horários e avise alguém para onde vai.
1. Subir o Pico da Lapinha
É o passeio-símbolo do lugar. A trilha sai do próprio vilarejo, passa pela represa e termina num cume com cruzeiro e vista de 360 graus para a represa, o vale e a serra. São de 9 a 11,6 km ida e volta e de 4 a 6 horas de caminhada, com um trecho final íngreme sobre pedras. A entrada é cobrada numa portaria em propriedade particular.
Saia cedo, antes do sol forte, e desça se o tempo fechar: o cume é exposto a raios. Tudo sobre a trilha está no guia do Pico da Lapinha.
2. Refrescar-se no Poço do Boqueirão
É a água mais perto do vilarejo: de 500 m a 1 km de caminhada fácil, uns 15 minutos. O poço fica num pequeno cânion e é fundo (cerca de 20 metros), então só entre se souber nadar bem. É uma ótima pedida para a manhã de domingo, antes do check-out.
3. Ver a Cachoeira do Rapel
Pertinho do Boqueirão, a cerca de 2 km do vilarejo, a Cachoeira do Rapel tem uma queda de uns 40 metros. Como o nome diz, é usada para rapel guiado com operadoras locais. Dá para combinar as duas na mesma manhã.
4. Caminhar até a Cachoeira do Lajeado
Para quem quer um dia inteiro de trilha sem pagar entrada: o Lajeado tem queda de uns 40 metros e fica a 11–14 km ida e volta, por um caminho quase todo plano. Também é possível chegar de canoa ou caiaque pela represa.
5. Agendar a Cachoeira do Bicame
O Bicame é a cachoeira mais disputada da região: queda de uns 30 metros, poço grande e uma trilha longa e exposta ao sol (14 a 16,7 km ida e volta). Fica dentro de uma reserva particular, a RPPN Brumas do Espinhaço, que limita a visita a 30 pessoas por dia e exige reserva antecipada. Não chegue sem agendar.
Distâncias, dificuldade e taxas de todas as quedas estão no guia das cachoeiras da Lapinha da Serra.
6. Fim de tarde na represa
A “lagoa”, como todo mundo chama, é na verdade a represa de uma pequena usina construída nos anos 1950, e é o coração do vilarejo. A Prainha fica a poucos minutos a pé do centro. Dá para nadar perto da margem, remar de caiaque, stand-up paddle ou canoa e, principalmente, esperar o sol se pôr atrás da serra.
Dica de nativo: na seca, a usina abre as comportas e o nível da represa baixa bastante, o que pode suspender os passeios de barco. Se remar é prioridade, pergunte para a gente como está a água antes de vir.
7. Quadriciclo e caiaque com o Nativos Adventure
O nosso passeio junta os dois jeitos de ver a Lapinha: cerca de 16 km de quadriciclo ao pé da serra e um trecho de caiaque na represa, sempre com guia profissional. São até 3 horas e uns 20 km no total, por R$ 250. O valor não está incluído na hospedagem. Veja o passeio e consulte a disponibilidade.

8. Ver as pinturas rupestres
Do outro lado da represa há um painel de pinturas rupestres com dezenas de figuras, que pode ser visitado com guia local (o acesso costuma ser de canoa). A idade das pinturas varia muito entre as fontes, e o acesso já passou por restrições. Confirme com a gente se as visitas estão acontecendo antes de incluir no roteiro.
9. Viver o vilarejo: Batuque, festas e comida
A Lapinha tem uma cultura própria. O Batuque, roda de tradição de matriz africana com dança, palmas, tambor, pandeiro e viola, acontece com frequência; há até uma Rua do Batuque. Em janeiro tem a Festa de São Sebastião, o padroeiro, e em julho o Arraiá da Lapinha.
Para comer, há cozinha mineira, pizzaria, bistrô e opção vegana, mas a maioria dos restaurantes abre só de sexta a domingo. No meio da semana, ligue antes ou traga o rancho: todos os nossos chalés têm cozinha completa e churrasqueira.
10. Bate-volta ao Parque Nacional da Serra do Cipó
A portaria Areias, principal entrada do Parque Nacional, fica a cerca de 45 km da Lapinha. De lá saem dois clássicos:
- Cachoeira da Farofa: 16 km ida e volta, cerca de 4 horas, trilha plana e bem marcada.
- Cânion das Bandeirinhas: 24 km ida e volta, cerca de 6 horas, trilha difícil.
Em 2026 a entrada é gratuita, por ordem de chegada e com vagas limitadas. Dentro do parque, animais domésticos, bebida alcoólica, som, fogo e drone são proibidos. Perto dali fica a Cachoeira Véu da Noiva, com cerca de 70 metros, acessada pelo camping da ACM, com taxa.
Para trilheiros experientes, a região tem ainda a Travessia Lapinha x Tabuleiro, de 2 a 3 dias, até a cachoeira mais alta de Minas.
Roteiros prontos
Fim de semana (2 dias)
| Quando | O quê |
|---|---|
| Sexta à tarde | Chegada (o check-in é a partir das 14h), fim de tarde na piscina aquecida e jantar no chalé |
| Sábado de manhã | Pico da Lapinha, saindo cedo |
| Sábado à tarde | Almoço no vilarejo, depois Prainha e pôr do sol na represa |
| Domingo de manhã | Poço do Boqueirão e Cachoeira do Rapel |
| Domingo à tarde | Check-out até as 14h e estrada, com o trecho de terra ainda de dia |
Feriado (3 dias)
Faça o roteiro acima e acrescente um dia inteiro para o Lajeado (grátis, trilha longa e plana) ou para o Bicame (agende antes). Se preferir algo mais leve, troque pelo passeio de quadriciclo e caiaque ou pelo bate-volta à Cachoeira da Farofa.
Bate-volta (1 dia)
Saia de BH bem cedo, faça o Poço do Boqueirão e a Cachoeira do Rapel de manhã, almoce no vilarejo e passe a tarde na represa. Volte antes de escurecer: os 12 km de terra até Santana do Riacho não têm iluminação. Sinceramente? A Lapinha rende muito mais com pelo menos uma noite.
À noite, com chuva ou com crianças
- À noite: o programa é o silêncio. Céu estrelado, jantar no vilarejo de sexta a domingo e, nos chalés, a piscina aquecida e a churrasqueira privativas. Na área comum da pousada há um ponto de fogo para as noites frias.
- Com chuva: fique longe de cachoeiras, rios e do cume do pico durante tempestades. A cabeça d’água (a subida repentina do rio por causa de chuva nas cabeceiras) já causou acidentes graves na Serra do Cipó. É dia de conhecer o vilarejo, almoçar com calma e aproveitar o chalé.
- Com crianças: prefira passeios curtos, como a Prainha e o Boqueirão, sempre com supervisão de perto (o poço do Boqueirão é fundo). As trilhas longas e o pico são puxados para os pequenos.
Onde ficar para fazer tudo isso
Nossos chalés ficam na Lapinha da Serra e têm piscina aquecida, churrasqueira e área de lazer privativas, cozinha completa e wi-fi fibra. É a base para sair cedo para a trilha e voltar para uma água quentinha no fim do dia.








